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quinta-feira, 21 de outubro de 2010
HISTÓRIAS DE SÃO BENEDITO
SÃO BENEDITO DAS ROSAS
A igreja do Rosário construída por Chico Rei e sua gente no cimo da encosta, em Ouro Preto , é singela e o seu interior pode ser chamado de humilde. O altar-mor, em estilo barroco, ornado de volutas e flores estilizadas, o púlpitos bem talhado, a Via-Sacra em água-forte, os altares laterais obedecendo à forma comum das colunas torcidas com folhagens e anjos, solicita logo à entrada a admiração do visitante.
Das imagens que lá são veneradas, a mais curiosa é a de São Benedito, o santo que professou num convento da Sicília. Ninguém deixa de notar que ele exibe um tufo de rosas nas dobras do burel. Esse particular está ligado à uma lenda que corre mundo. E explica a forma inédita por que ali foi representado o milagroso franciscano.
O humilde frade era despenseiro do convento. Mas, como bom franciscano, confundia a despensa dos seus irmãos com a sacola dos esfomeados que vinham pedinchar diante da porta da casa de Deus. Não sabia dizer não. Ficava aflito sempre que ouvia um pobrezinho de Cristo dizer que ainda não tinha comido um bocado de pão. Por isso, costumava desencaminhar o melhor da despensa para acudir à fome dos deserdados da terra.
Mas à hora das refeições, os frades, coitados, só encontravam à mesa o caldinho ralo, as folhas de hortaliça e os bocados de pão de rala. Passaram a reprovar a conduta do ecônomo. E o superior, zeloso da boa ordem conventual, teve de chamar à sua presença o Frei, aconselhando-o a moderar um pouco os excessos da sua caridade, sob pena de matar de fraqueza os santos religiosos…
Ele, porém, por mais que se esforçasse, não conseguia mudar de conduta. Sempre que podia, apanhava alguns comestíveis, metia-os nas dobras do burel e lá ia, disfarçadamente, levá-los aos infelizes. Mas aconteceu que numa dessas escapulidas, no comprido e umbroso corredor do convento, encontrou-se com o superior. Sentiu-se surpreendido em pecado e não soube o que fazer.
- Que levas aí, na dobra do teu manto, irmão Benedito?
-Rosas, meu senhor.
– Ah! Mostra… Quero ver de que qualidade são!
Benedito, confuso, trêmulo, desdobrou o burel franciscano. E, em lugar dos alimentos suspeitados, apresentou aos olhos pasmos do superior uma braçada de rosas.
Fonte:http://www.tecnocafe.com.br/lendas-brasileiras-%E2%80%93-sao-benedito-das-rosas-%E2%80%A6/
SÃO BENEDITO
SÃO BENEDITO
São Benedito, chamado de Santo Preto, nasceu na aldeia de São Fratelo, Itália, em 1524 ou 1526 para alguns. Seus pais Diana e Cristovão, escravos, graças a sua imensa bondade, tiveram permissão para que tivessem filhos livres. Tiveram 4: Benedito, Marcos, Baldassa e Fradella.
Benedito, desde a infância começou a temer a Deus e guardar seus mandamentos, mortificando seu corpo e reduzindo-o ao serviço do espírito. Nos joelhos da mãe aprendeu a rezar e as primeiras noções de catecismo. Cresceu ouvindo os pais falarem de Deus, da Eucaristia, e de Maria.
Sentindo-se totalmente ligado ao serviço de Deus, ainda bem jovem, vendeu o que tinha, distribuiu aos apurados pobres e retirou-se para uma vida solitária.
Tendo o Papa Pio IV ordenado que todos os religiosos eremitas da Ordem de São Francisco se recolhessem a uma Ordem Religiosa aprovada. Movido por uma inspiração, foi a Palermo, onde se recolheu ao Convento de Santa Maria de Jesus.
Humilde irmão leigo, sempre estava ocupado em todos os serviços do convento, e sempre com ânimo alegre. Freqüentemente elevado na contemplação das coisas divinas, mereceu de Deus ser favorecido com dons especiais e graças divinas.
Embora irmão leigo, iletrado, foi eleito superior do Convento, e dava lições sobre as Sagradas Escrituras, deixando a todos maravilhados. Tornou-se também conselheiro de mestres, cardeais, vice-reis, religiosos e leigos, ricos e pobres.
A fama de santidade de São Benedito – o frei cozinheiro – é confirmada e espalhada pelo mundo todo. Antes mesmo de sua canonização já era grande e fervorosa a devoção por ele no Brasil.
Aos 63 anos adoece mortalmente, fortalecido com os sacramentos, e depois de ter predito a hora de sua morte, entregou sua alma ao criador no dia 4 de abril de 1589.
O Papa PIO VII, depois da comprovação de muitos milagres, num processo que durou mais de duzentos anos, inscreveu-o entre solenes festejos no Catálogo dos santos em 25 de maio de 1807. O povo, porém, antecipou-se e, muito antes, prestou-lhe as honraria de santidade.
Texto tirado do Livro São Benedito, Dores e Glórias, da Prof. Zilda Augusta Ribeiro
domingo, 26 de setembro de 2010
SANTOS NEGROS
São Carlos Lwanga e seus 21 companheiros são ugandenses. Sofreram o martírio durante o reinado de Muanga, de cuja corte faziam parte. Isto aconteceu por volta do ano 1885. Carlos Lwanga, chefe dos pajens, foi o primeiro a ser assassinado. Foi queimado lentamente a começar pelos pés. Kalemba Murumba foi abandonado numa colina com as mãos e os pés amputados, morrendo de hemorragia. André Kagua foi decapitado e o último, João Maria, foi lançado em um pântano.
Foram canonizados no dia 18 de Outubro de 1964, pelo papa Paulo VI. Deles disse Paulo VI:
Quem são? Africanos, autênticos. Africanos pela cor, pela raça e pela cultura, representantes qualificativos das populações bantos e milóticas ... Seria história demasiado longa para ouvir-se: as torturas corporais, as decisões arbitrárias e despóticas dos chefes são, nela, coisa gratuita e dão testemunho de tanta crueldade, que a nossa sensibilidade ficou profundamente perturbada. Esta narração quase parecia inverosímil: não é fácil imaginarmos as condições desumanas - tanto elas nos parecem incompreensíveis e intoleráveis - no meio das quais subsiste, e se mantém, quase até nossos dias, a vida de muitas comunidades tribais da África. Esta história precisaria ser meditada com vagar ...
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