object style="height: 390px; width: 640px">
Mostrando postagens com marcador HISTÓRIA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador HISTÓRIA. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 22 de junho de 2011

UM NEGRO NO IMPÉRIO

"A SENHORA, POR ACASO, TEM CONHECIMENTO QUE O IDEALIZADOR E PRIMEIRO PRESIDENTE DO INSTITUTO DOS ADVOGADOS DO BRASIL, QUE DEU ORIGEM À ORDEM DOS ADVOGADOS BRASIL, ERA UM NEGRO?",


A questão foi disparada à advogada Maria da Penha Guimarães, na metade da década de 80, pelo então presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Hermam Assis Beta. Para Maria da Penha, ficou a surpresa e uma certa indignação. "Pensei: 'por que uma informação de tamanha relevância para nós, afrodescendetes, não é contada?", relembra. Com a valiosa descoberta, a advogada logo se interessou pela história de Francisco Jê Acaiaba de Montezuma, o Visconde de Jequitinhonha. A ideia de escrever um livro sobre ele nasceu em 1985, porém, somente 8 anos depois, a obra, Visconde de Jequitinhonha, um negro no império, foi editada com o apoio de OAB-SP, através de seu presidente na época, Carlos Miguel Aidar. "Em um prazo recorde, com o auxílio da historiadora Elisangela Gonçalves de Souza, iniciei uma ampla pesquisa para descobrir quem tinha sido este importante personagem da nossa história", conta Maria da Penha.
QUEM FOI ELE?
Francisco Gomes Brandão - seu nome de batismo - nasceu em 1794, em Salvador, filho de um comerciante português, Manuel Gomes Brandão, e da negra Narcisa Teresa de Jesus Barreto (família com boas condições financeiras). Na época, Salvador - assim como em outros cantos do país - respirava os ideais libertários da Revolução Francesa. Um movimento de negros e mestiços sonhava em criar uma sociedade justa, igualitária e com liberdade para todos. Ousaram escrever um projeto que discutia um Brasil melhor. Para isso, espalharam panfletos no Centro Histórico da cidade:
Aviso ao povo Baianense - "Está para chegar o tempo feliz da nossa liberdade, tempo em que todos seremos irmãos, tempo em que todos seremos iguais", dizia o cartaz.
O pai queria que o filho se ordenasse padre e, em 1808, ele ingressou no Seminário Franciscano de Salvador.Vocação para isso, porém, Francisco não tinha, mas arriscou algumas orações até 1816, quando, contrariando a vontade paterna e seguindo seu espírito rebelde e questionador, foi estudar na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, em Portugal. Francisco se formou em 1821. De volta à Bahia, em um período tumultuado de transição, em que novos ares soavam por todos os lados, Francisco se transformou um grande defensor da independência ao lado do jornalista Francisco Corte Real. Juntos, fundaram o jornal O Constitucional, que passou a ser o veículo mais promissor dos interesses dos baianos diante dos portugueses. Grande orador na época, Francisco foi um dos homens mais ativos nas lutas pela independência da Bahia, passando a atuar junto ao Governo Provisório que se formava na Vila de Cachoeira, favorável a Dom Pedro I.
Proclamada a Independência (do Brasil, em 1822, e da Bahia, em 1823), adotou o nome de Francisco Gê Acayaba de Montezuma e, aos poucos, foi se aproximando do império.
ABOLICIONISTA FORA DE ÉPOCA

Com prestígio junto à corte por sua participação nas lutas abolicionistas, Francisco de Montezuma foi agraciado pelo imperador com o título de Barão de Cachoeira, mas a honraria foi recusada e foi substituída pelo título de comendador da Imperial Ordem do Cruzeiro. Em 1823, iniciou a sua meteórica carreira política. Eleito deputado e considerado polêmico por muitos, fez de seu discurso ácido uma grande arma na corte. Logo de cara, se mostrou um grande opositor do ministro da Guerra; foi preso e exilado na França, onde ficou por 8 anos. Ao voltar, foi um dos parlamentares eleitos para a Assembleia geral Constituinte, em 1831. Ali, Francisco - cheio de ideias inovadoras que o tempo de exílio lhe proporcionou - ocupou um lugar de destaque. Com planos abolicionistas, se tornou o primeiro deputado brasileiro a gritar e a lutar contra o tráfico de escravos no país. Nessa época, pensamentos assim não eram vistos com bons olhos, mas Francisco, negro arredio e cheio de coragem, não parou mais de questionar o fato. Foi ainda ministro da Justiça (1837) e dos Estrangeiros, diplomata junto ao Império Britânico e conselheiro de Estado (1850). Um ano depois, elegeu se senador pela Bahia. O auge de sua carreira política aconteceu em 1854, quando conquistou um cobiçado título de nobreza A partir de 2 de dezembro daquele ano, Francisco Gê Acayaba de Montezuma passou a ser conhecido como visconde de Jequitinhonha.
"Montezuma foi o primeiro e único negro brasileiro que recebeu um título de visconde, cujo grau é superior ao de barão, mas continua escondido no calabouço da nossa história", desabafa Maria da Penha.
Francisco Gê Acayaba de Montezuma, o Visconde de Jequitinhonha, morreu em 1870, aos 76 anos, em decorrência de tuberculose. "Para mim, visconde de Jequitinhonha foi o grande líder político da intelectualidade do seu tempo, enquanto Zumbi foi o líder das massas libertárias. A importância desse personagem ultrapassa as fronteiras brasileiras", resume Maria da Penha Guimarães.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Martin Luther King

Martin Luther King: 43 anos de martírio...

Memória de Martin Luther King - assassinado no dia 4 de abril de 1968

Salve!

Há exatos 43 anos atrás era assassinado Martin Luther King - no dia 4 de abril de 1968 -, aos 39 anos de idade.

Aos que não o conheceram e que pouco leram ou ouviram a seu respeito: Martin Luther King foi um ícone da luta por igualdade e paz, seus ideais mobilizaram multidões...

Para um melhor entendimento, Karina Miranda da Gama fex um pequeno resumo, a seguir:
Ele foi um grande líder. Lutou incessantemente pelos princípios de liberdade e igualdade, e pelos direitos civis na América. Pelo combate pacífico contra o preconceito racial, ganhou o Prêmio Nobel da Paz. Mas a trajetória de um dos mais importantes e respeitados líderes políticos negros foi breve. Foi assassinado aos 39 anos por um branco segregacionista.
 
A luta de Luther King pelos direitos civis nos Estados Unidos teve início no episódio conhecido como Milagre de Montgomery, em 1955. Então presidente da Associação de Melhoramento de Montgomery, liderou, junto com os demais membros da comunidade, um boicote às empresas de ônibus da cidade, após um ato discriminatório a uma passageira negra. 
O MOVIMENTO começou quando A passageira, Rosa Parks, que se recusou a ceder o lugar no ônibus para um branco, e por isso ela foi presa por desacato às leis segregacionistas.

Este episódio colocou a questão racial em debate nacional e gerou um movimento, que durou um ano, para pressionar o Estado a abolir este tipo de segregação. A reivindicação foi acatada pela Suprema Corte Americana, que determinou o fim da discriminação nos transportes públicos.

Em seguida, King liderou uma série de protestos em diversas cidades norte-americanas contra a segregação racial em espaços públicos e pelos direitos civis do negro. Em 1960, os negros conquistaram o direito de acesso a bibliotecas, parques e lanchonetes.
Na década de 60, a questão racial era apenas uma parte da luta de classes nos EUA, além das greves e da luta dos trabalhadores, e da participação dos EUA em golpes e conflitos militares no mundo inteiro.

MARCHA – Em 1963, o ativista político liderou a Marcha para Washington, um movimento de luta pelo fim da segregação racial. O manifesto em prol dos Direitos Civis de todos os cidadãos americanos contou com a participação de mais de 200 mil pessoas. Na ocasião, Luther King proferiu o célebre discurso Eu tenho um sonho, que clamava por uma sociedade de liberdade e igualdade.

Aos 35 anos, Luther King foi contemplado com o Nobel da Paz, sendo o mais jovem ganhador deste importante Prêmio. A não-violência foi a forma utilizada para articular sua luta, realizada por meio de uma resistência firme, mas pacífica. No entanto, o líder político foi preso por diversas vezes, duramente criticado e sofreu ameaças por seus posicionamentos.

A batalha de Luther King pelos direitos civis dos negros teve continuidade com a aprovação da Lei dos Direitos Civis, assinada em 1964, que garantia a igualdade de direitos. No ano seguinte, mais uma importante conquista aconteceria: a aprovação da Lei dos Direitos de Voto para os negros. Luther King também lutou em favor de oportunidades de emprego para os pobres no país e, em 1967, uniu-se ao Movimento pela paz na Guerra do Vietnã.
ASSASSINATO – Martin Luther King  foi assassinado no dia 4 de abril de 1968, aos 39 anos, em Menphis. Todavia, sua luta significou um marco histórico na defesa pelos direitos civis de toda a humanidade e pela paz. Seu legado influenciou o fim do Apartheid na África do Sul e permitiu que o mundo assistisse, na primeira década do século XXI, a ascensão do primeiro presidente negro dos Estados Unidos da América, Barack Obama.

domingo, 3 de outubro de 2010

Princesa Aqualtune

Princesa Aqualtune


Aqualtune, Filha do Rei do Congo, a princesa, comandou um exército de dez mil homens quando os Jagas invadiram o Congo. Aqualtune foi para a frente de batalha defender o reino. Derrotada, foi levada como escrava para um navio negreiro e desembarcada em Recife. Obrigada a manter relações sexuais com um escravo, para fins de reprodução, engravidada, foi vendida para um engenho de Porto Calvo, onde pela primeira vez teve notícias de Palmares. Já nos últimos meses de gravidez organizou sua fuga e a de alguns escravos para Palmares.

Começa, então, ao lado de Ganga Zumba, seu filho a organização de um Estado negro, que abrangia povoados distintos confederados sob a direção suprema de um chefe. Dois de seus filhos, Ganga Zumba e Gana Zona tornaram-se chefes dos mocambos mais importantes do quilombo. Aqualtune também teve filhas, a mais velha, que se chamava Sabina, deu-lhe um neto, nascido quando Palmares se preparava para mais um ataque holandês. Por isso, os negros cantaram e rezaram muito aos deuses, pedindo que o Sobrinho de Ganga Zumba, e, portanto, seu herdeiro, crescesse forte. E para sensibilizar o deus da guerra, deram-lhe o nome de ZUMBI.

A criança cresceu livre e passou sua infância ao lado de seu irmão mais novo chamado Andalaquituche, em pescarias, caçadas, brincadeiras, ao longo dos caminhos camuflados, que ligavam os mocambos entre si. Garoto ainda, Zumbi conhecia Palmares inteiro. Passam-se os anos e Palmares torna-se cada vez mais uma potência. Mais de 50.000 habitantes livres, distribuídos em vários mocambos. Zumbi cresce e se casa com Dandara.

A população negra agrupada no Quilombo dos Palmares resistiu por quase 1 século aos ataques brancos e as mulheres tinham aí um papel fundamental, que envolvia coragem, espírito de luta e de resistência aos colonizadores.




(Fonte:
portalcapoeira.com/capoeiramulheres/index.php/option/content/task/view/id/29)